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Manutenção · Contrato coletivo · Atualizado em 2026

Remissão do plano de saúde após a morte do titular: o pedido que perde e o pedido que ganha

Por Henrique Machado, OAB/RJ 252.553 | Direito da Saúde Suplementar | Leitura de 13 minutos | Publicado em | Atualizado em

A remissão é a cláusula que mantém a cobertura dos dependentes, sem mensalidade, por tempo determinado depois da morte do titular. Quando o prazo termina, a operadora encerra o vínculo, e é aí que começa o problema. Este artigo explica por que o pedido de prorrogação da remissão perde, qual é o pedido que corresponde ao direito realmente existente, e como se distingue o precedente do STJ que a operadora vai citar contra o beneficiário.

O que é remissão, e por que quase tudo o que se pede sobre ela é pedido errado

Remissão, na saúde suplementar, é a cláusula pela qual a operadora concede aos dependentes do titular falecido a continuidade da cobertura por tempo determinado e sem cobrança de mensalidade. Os prazos usuais vão de um a cinco anos, conforme o contrato. Terminado o período, a operadora comunica o encerramento e, na prática, extingue o vínculo dos dependentes.

O erro mais comum do tema está no que se pede. Pede-se a manutenção da remissão, ou a sua prorrogação, e esse pedido perde, porque a remissão é por definição temporária e gratuita: pedir remissão indeterminada é pedir cobertura gratuita perpétua, e nenhum juiz concede isso. O pedido correto é outro, e é juridicamente distinto: manutenção do contrato após o término da remissão, com assunção integral do pagamento pelos dependentes já inscritos. Trocar um pedido pelo outro é a diferença entre improcedência e procedência no mesmo caso.

A afirmação mais importante deste artigo, e ela é desconfortável. Não localizamos norma legal nem resolução normativa da agência reguladora que obrigue a operadora a oferecer remissão. A remissão é liberalidade contratual. A consequência é direta: sem a cláusula juntada aos autos, não há tese de remissão. O primeiro documento do caso não é o atestado de óbito nem a fatura: é o contrato.

A natureza contratual da remissão, confirmada pela própria operadora em juízo

A prova mais eloquente de que a remissão não é obrigação legal veio de quem tinha interesse em afirmá-lo: a operadora. Em recurso julgado pelo STJ, ela sustentou, e o tribunal registrou como premissa não controvertida, o seguinte.

Superior Tribunal de Justiça REsp 2.029.978 Terceira Turma · Relatora Ministra Nancy Andrighi

Registro da tese sustentada pela operadora: "a legislação não impõe o oferecimento de remissão em caso de falecimento do titular, de forma que o benefício somente seria obrigatório se previsto contratualmente".

E o que o tribunal decidiu, no mérito: "falecendo o titular do plano de saúde coletivo [...] nasce para os dependentes já inscritos o direito de pleitear a sucessão da titularidade", desde que assumam o pagamento integral. A decisão aplicou interpretação extensiva dos arts. 30 e 31 da Lei 9.656/1998, considerando a hipervulnerabilidade de beneficiários idosos.

Fonte: notícia institucional oficial do STJ sobre o julgamento. Ressalva declarada: a data de julgamento não foi certificada, porque a data que consta da página é a da publicação da matéria, 28/07/2023. Confira o andamento antes de citar data.

Leia a decisão pelo que ela realmente concede. O que o tribunal reconheceu não foi prorrogação de remissão, foi sucessão da titularidade com pagamento integral. É exatamente o pedido que indicamos acima, e é a razão pela qual insistimos na formulação: o precedente favorável do tema responde a um pedido, e não ao outro.

O precedente que corta contra, e que a operadora vai citar

Superior Tribunal de Justiça REsp 1.841.285 Terceira Turma · Relatora Ministra Nancy Andrighi

Trechos reproduzidos na notícia institucional: "prazo máximo de 24 meses, garantida ao beneficiário a portabilidade das carências para outro plano", e "a operadora de saúde agiu no seu direito ao considerar encerrada a relação contratual com a beneficiária agregada após decorrido o prazo legal".

Fonte: notícia institucional oficial do STJ. Ressalva declarada: a data de julgamento não foi certificada; a data da página, 14/04/2021, é a da notícia.

Como se distingue este precedente, porque ele é forte. Não se distingue negando-o. Duas distinções funcionam, e as duas são de fato, não de retórica. A primeira é a qualidade do beneficiário: o caso tratava de agregada, e agregado não é dependente inscrito. A segunda é o objeto: o prazo discutido ali era o prazo de permanência do art. 30, e não o prazo da cláusula de remissão, que tem natureza e fonte diversas. Sem essas duas distinções feitas expressamente na inicial ou na réplica, o precedente é aplicado contra o beneficiário sem maior exame.

Quatro institutos que são confundidos, e a confusão derruba o pedido

A maior parte dos casos perdidos neste tema se explica por confusão entre figuras distintas. Elas têm fontes diferentes, quem paga é diferente e a duração é diferente.

Remissão, art. 30, § 3º, art. 31 e portabilidade por extinção do vínculo
InstitutoFonte, natureza, quem paga e duração
Remissão Cláusula contratual. Benefício facultativo, criado pelo contrato. Ninguém paga, porque a cobertura é gratuita. Dura o prazo previsto no contrato, usualmente de um a cinco anos
Art. 30, § 3º da Lei 9.656/1998, em coletivo empresarial Direito legal dos dependentes. Pago integralmente pelo beneficiário. Duração nos termos do art. 30
Art. 31 da Lei 9.656/1998 Direito do aposentado que contribuiu. Pago integralmente pelo beneficiário. Duração conforme o tempo de contribuição
Portabilidade de carências por extinção do vínculo Direito regulatório de saída, previsto no art. 8º da RN 438/2018. Quem passa a receber é o novo plano. Janela de sessenta dias, contados da ciência da extinção do vínculo

Uma lacuna que declaramos, e que muda o modo de peticionar. Não conseguimos abrir, em fonte oficial, a transcrição integral dos arts. 30 e 31 da Lei 9.656/1998. Todas as fontes acessíveis truncaram a lei antes do art. 30, e o único fragmento que obtivemos veio de fonte secundária. Por isso este artigo não transcreve esses dois dispositivos: descreve o regime deles a partir do que os tribunais decidiram aplicando-os, o que é verificável, e remete à conferência direta na publicação oficial antes de qualquer citação literal em peça. Citar de memória um dispositivo que não se leu é risco real, e é o tipo de erro que a contestação qualificada explora.

Veja neste outro artigo: Manter o plano de saúde depois da demissão ou da aposentadoria: os arts. 30 e 31 na prática

A portabilidade por morte do titular, e a ressalva textual que é o melhor argumento

Agência Nacional de Saúde Suplementar RN 438/2018, art. 8º, I

A portabilidade pode ser exercida "pelo beneficiário dependente, em caso de morte do titular do contrato, sem prejuízo do disposto no §3° do artigo 30 da Lei n° 9.656, de 1998".

Prazo: "deverá ser requerida no prazo de 60 (sessenta) dias a contar da data da ciência pelo beneficiário da extinção do seu vínculo com a operadora", com dispensa de requisitos como prazo de permanência prévia e compatibilidade de faixa de preço.

Fonte: texto da resolução em repositório privado. Duas ressalvas declaradas: a numeração do dispositivo não foi confirmada na publicação oficial, e a vigência da RN 438/2018 em setembro de 2026 não foi certificada, diante das consolidações normativas recentes da agência.

A ressalva textual vale mais do que a regra. As cinco palavras "sem prejuízo do disposto no § 3º do artigo 30" estão no texto da norma, e elas dizem que a portabilidade é alternativa, e não substituto. A operadora que oferece portabilidade ao dependente não se desonera do direito legal de permanência. É a resposta exata para a carta padronizada que, no fim da remissão, oferece "a possibilidade de contratar um plano individual ou exercer portabilidade" como se fosse o único caminho disponível.

Veja neste outro artigo: Portabilidade de carências e cobertura parcial temporária: requisitos e prazos

O que os tribunais têm decidido, com identificação completa

Falecimento do titular e manutenção dos dependentes: decisões com identificação completa
Acórdão e processoÓrgão, relator e datas
Acórdão 2076815 · processo 0701792-02.2021.8.07.0014 6ª Turma Cível · Desembargador Leonardo Roscoe Bessa · julgado em 03/12/2025 · publicado em 21/01/2026
Acórdão 2055769 · processo 0738288-64.2024.8.07.0001 2ª Turma Cível · Desembargador Alvaro Ciarlini · julgado em 08/10/2025 · publicado em 24/10/2025
Acórdão 2052050 · processo 0700561-37.2025.8.07.0001 1ª Turma Cível · Desembargador Carlos Alberto Martins Filho · julgado em 01/10/2025 · publicado em 15/10/2025
Acórdão 2021144 · processo 0717675-89.2025.8.07.0000 6ª Turma Cível · Desembargadora Soníria Rocha Campos D'Assunção · julgado em 16/07/2025 · publicado em 01/08/2025

Trechos transcritos: do Acórdão 2076815, "a manutenção do contrato dos dependentes após o falecimento do titular do plano de saúde coletivo é determinada pelo art. 30, § 3º, da Lei 9.656/1998"; do Acórdão 2021144, "a cláusula de remissão assegura cobertura gratuita e temporária ao dependente do titular falecido".

Leia os dois trechos juntos, porque eles compõem a estratégia inteira. O segundo define a remissão pelo que ela é, gratuita e temporária, e portanto explica por que ela não se prorroga. O primeiro aponta onde está o direito que continua depois dela, que é legal e não contratual. A petição bem construída usa a cláusula de remissão como prova de que houve vínculo e como marco temporal, e sustenta o direito de permanência na lei.

A modalidade do contrato decide o caso antes do mérito

Este é o filtro que precisa ser aplicado na primeira conversa, porque ele altera a base normativa e a força da jurisprudência favorável.

Onde a tese é mais forte e onde ela enfraquece
ModalidadeSituação da tese
Coletivo empresarial, com contribuição do empregado, dependente idoso já inscrito É o cenário mais forte. Reúne o pressuposto dos arts. 30 e 31, a jurisprudência favorável e o fundamento de hipervulnerabilidade que o STJ empregou
Coletivo por adesão Terreno intermediário. Houve reconhecimento em caso de beneficiário idoso, mas por interpretação extensiva, e o resultado depende muito do perfil do dependente
Individual ou familiar A base dos arts. 30 e 31 não incide, porque eles pressupõem vínculo empregatício. A discussão se desloca para a sucessão da titularidade no próprio contrato e para o CDC
Autogestão Muda a base normativa e muda a incidência do CDC, conforme a Súmula 608 do STJ. A jurisprudência favorável dos demais regimes não se transporta automaticamente

Veja neste outro artigo: Plano de saúde de autogestão e a Súmula 608 do STJ: o que muda quando o CDC não se aplica

Os pontos fracos, ditos por nós

Seis fragilidades reais da tese
FragilidadeConsequência prática
A remissão é liberalidade, e não direito Sem a cláusula no contrato, não há tese de remissão. Toda a construção depende da juntada do instrumento
O pedido malformulado se autodestrói Pedir prorrogação ou manutenção da remissão é pedir cobertura gratuita indeterminada, e isso é improcedente. O pedido é de manutenção do contrato com pagamento integral
Há precedente do STJ desfavorável No REsp 1.841.285 o tribunal afirmou que a operadora agiu no seu direito ao encerrar a relação e apontou a portabilidade como solução. Precisa ser distinguido expressamente
O resultado favorável veio por interpretação extensiva Fora do perfil de dependente idoso e hipervulnerável, a força do precedente cai muito
A modalidade contratual é determinante Em coletivo por adesão, individual e autogestão a base normativa muda, e a maior parte da jurisprudência favorável não se aplica diretamente
Há lacunas documentais reais A transcrição integral dos arts. 30 e 31 e o enunciado do entendimento da agência sobre remissão não foram obtidos por nós, e não os citamos como se tivéssemos lido

O que dissemos e não dissemos sobre a norma da agência. Confirmamos a existência de um comunicado institucional da agência reguladora intitulado "ANS publica entendimento sobre remissão de contratos", mas não conseguimos acessar o inteiro teor do enunciado. Circula no mercado a referência a uma súmula normativa de número 13. Não certificamos nem o número nem o conteúdo, e por isso não os afirmamos aqui. Quem quiser usá-los em peça precisa obter o texto na publicação oficial.

O que fazer, e em que ordem, quando a remissão termina

Roteiro prático, na ordem em que preserva direitos.

  1. Obter o contrato e localizar a cláusula de remissão, com o prazo exato e o termo inicial.
  2. Identificar a modalidade do contrato, porque ela decide qual fundamento se invoca.
  3. Antes do fim do prazo, requerer por escrito à operadora a manutenção do contrato com assunção integral do pagamento, e guardar o protocolo. O requerimento escrito é o documento que depois demonstra que não houve inércia do beneficiário.
  4. Registrar a data da ciência da extinção do vínculo, porque dela corre o prazo de sessenta dias da portabilidade de carências por extinção do vínculo, do art. 8º da RN 438/2018. Perder essa janela fecha uma alternativa sem necessidade.
  5. Reclamar na agência reguladora, o que produz prova documental datada e, em parte dos casos, resolve sem ação.
  6. Ajuizando, pedir manutenção do contrato com pagamento integral, e não prorrogação da remissão. Se houver dependente idoso, dizê-lo na qualificação e sustentar a hipervulnerabilidade.

Veja neste outro artigo: Como reclamar do plano de saúde na agência reguladora e por que isso vira prova

Preclusão da prova documental. Em ação sobre contrato, rede ou recusa de cobertura, os documentos que decidiriam a controvérsia estão quase todos com a operadora: o contrato e seus aditivos na versão efetivamente vigente, a nota técnica de registro do produto, o parecer da auditoria, os comprovantes de comunicação ao beneficiário com as respectivas datas, e a demonstração daquilo que a defesa afirma existir. Se a parte ré contesta sem juntar o que está em seu poder e lhe seria favorável se existisse no sentido que alega, opera-se a preclusão da prova documental. O momento de juntar documento preexistente é a contestação, e não a fase seguinte. E a consequência é a que interessa: aquilo que ela afirmou e não provou por documento próprio passa a ser afirmação sem suporte.

Oito artigos sobre contrato, rede e recusa de cobertura

Cada um deles trata de uma situação com base normativa própria, e por isso são artigos separados. A tabela é o mapa do conjunto.

O conjunto, e o que cada artigo resolve
ArtigoO que ele resolve
Alta administrativa e liminar para manter internadoA tese mais forte do conjunto. Vedação legal expressa, súmula do STJ e um precedente em recurso repetitivo que decide por argumento a fortiori
Remissão depois da morte do titularA tese mais frágil, e explicamos por quê: a remissão não é direito, é cláusula. O pedido correto é outro, e quase sempre é formulado errado
Laboratório e serviço de diagnóstico descredenciadosA norma aplicável não é a que circula. Não é a RN 585/2023, que é hospitalar, e sim a RN 567/2022
Plano de saúde na gravidezCarência de 300 dias, o limite de 12 horas que o STJ validou em um caso e os trinta dias do recém-nascido
Plano de saúde para a pessoa idosaO que sobrou de proteção depois de o TJSP cancelar quatro súmulas em 2025, e o que permanece intacto
Plano de saúde sem carênciaExiste, e em duas hipóteses de norma. Mas o maior mito do tema é justamente o que promete carência zero em urgência
O corretor mentiu ao vender o planoA responsabilidade se constrói no art. 34 do CDC, e não na solidariedade genérica. E há um precedente do STJ contra, que precisa ser enfrentado
Por que a seguradora se recusa a pagarO dispositivo que sustentava a recusa por agravamento de risco foi revogado em dezembro de 2025, e quase ninguém percebeu

Perguntas frequentes

O plano é obrigado a conceder remissão quando o titular morre?

Não localizamos norma legal nem resolução da agência reguladora que obrigue. A remissão é cláusula contratual, e a própria operadora sustentou isso em recurso no STJ, no REsp 2.029.978, sem que o tribunal registrasse controvérsia sobre a premissa. Se o contrato não prevê remissão, não há o que pedir sob esse nome. O que pode existir, independentemente da remissão, é o direito legal de permanência dos dependentes.

Posso pedir a prorrogação da remissão na Justiça?

Pode pedir, mas é o pedido que perde, e convém saber disso antes. A remissão é, por definição, temporária e gratuita: pedir que ela continue é pedir cobertura gratuita por prazo indeterminado. O pedido que corresponde ao direito realmente existente é outro: manutenção do contrato após o término da remissão, com assunção integral do pagamento pelos dependentes já inscritos.

A remissão terminou e a operadora me ofereceu apenas um plano individual mais caro. É isso?

Não necessariamente. Se o contrato é coletivo empresarial com contribuição, há o direito de permanência do art. 30, § 3º da Lei 9.656/1998, que os tribunais têm reconhecido. E a própria resolução da agência que trata da portabilidade por morte do titular diz que ela existe "sem prejuízo do disposto no § 3º do artigo 30", ou seja, é alternativa e não substituto. A carta da operadora que apresenta o plano individual como única saída omite as demais.

Existe prazo para reagir?

Existe um prazo que não convém perder: a portabilidade de carências por extinção do vínculo, do art. 8º da RN 438/2018, deve ser requerida em sessenta dias contados da ciência da extinção do vínculo. Mesmo que a intenção seja discutir a permanência no plano atual, registrar a data da ciência e, se for o caso, exercer a portabilidade no prazo, preserva uma alternativa em paralelo.

Meu caso é de plano individual. A tese muda?

Muda de fundamento. Os arts. 30 e 31 pressupõem contrato coletivo empresarial com contribuição do empregado, de modo que não incidem diretamente. A discussão passa a ser de sucessão da titularidade no próprio contrato, com base no CDC e na função social do contrato, e a jurisprudência favorável dos contratos coletivos não se transporta automaticamente.

Em resumo

A remissão é cláusula contratual, não direito: não localizamos norma legal nem resolução da agência que a imponha, e a própria operadora afirmou isso em recurso no STJ. Sem a cláusula juntada, não há tese de remissão. O erro que decide a maior parte dos casos está no pedido: prorrogação da remissão é pedido de cobertura gratuita indeterminada, e perde. O pedido correto é manutenção do contrato após a remissão, com assunção integral do pagamento pelos dependentes já inscritos, e foi exatamente isso que o STJ reconheceu no REsp 2.029.978, por interpretação extensiva dos arts. 30 e 31 da Lei 9.656/1998, em favor de beneficiário idoso. Do outro lado está o REsp 1.841.285, em que o tribunal afirmou que a operadora agiu no seu direito ao encerrar a relação: distingue-se por dois fatos, agregado não é dependente inscrito e prazo do art. 30 não é prazo de remissão. A portabilidade por morte do titular existe "sem prejuízo do disposto no § 3º do artigo 30", isto é, é alternativa e não substituto. E o cenário mais forte da tese é o de coletivo empresarial com dependente idoso já inscrito.

Henrique Machado Advogado · OAB/RJ 252.553

Atua em Direito da Saúde Suplementar, com foco em reajustes de planos de saúde, cobertura de tratamentos e manutenção contratual, em B&M Advogados, Boechat e Machado Advogados, Niterói, Rio de Janeiro.

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Conteúdo informativo, publicado em 2026. Não constitui orientação médica e não substitui a análise do contrato, do relatório médico e dos documentos do caso concreto. Fontes normativas e jurisprudenciais: notícias institucionais oficiais do STJ sobre o REsp 2.029.978 e o REsp 1.841.285, com datas de julgamento declaradamente não certificadas; página oficial de jurisprudência por temas do TJDFT, verbete sobre falecimento do titular e manutenção dos dependentes; texto da RN 438/2018 em repositório privado, com numeração e vigência declaradamente não certificadas; Lei 9.656/1998, cujos arts. 30 e 31 não pudemos obter em transcrição integral e por isso não são transcritos neste artigo.